MAP - Construção de um Olhar
Acervo e Implantação

Iniciamos as atividades do MAP com a formação de um acervo de 398 obras; 150 folhetos de Cordel; série de 15 matrizes de xilogravura (pequeno formato) utilizadas para capa de cordel (material pedagógico, para vivências e conhecimento do processo de impressão). As aquisições ocorreram através de compra e também doações, tendo sempre o cuidado de um contato direto com os artistas e ou com sua família. Nossa meta é atingir 1.000 obras até 2009, ano em que deverá ser renovado o convênio com o Ministério da Cultura.

Os recursos destinados ao acervo do MAP foram utilizados de forma equilibrada e estratégica, o que permitiu ir além das expectativas iniciais (iniciar com 70 obras) e, o que seria inimaginável, pois com diminuto orçamento conseguiu-se reunir obras de importantes artistas e com grande diversidade de técnicas e suportes (pinturas, xilogravuras, tridimensionais, cerâmicas). Na construção do acervo, dois artistas residentes da cidade também estão presentes: Mestre Jeronimo - xilogravura (espaço permanente e individualizado) e Zhena - máscaras (religiosidade afro-brasileira).

O critério que nos orientou desde o início das aquisições foi identificar manifestações artísticas singulares e representativas da arte popular e procurar artistas de referência, deste modo conseguimos, por exemplo, obras de quinze dentre os dezesseis maiores mestres da xilogravura nacional, o que vem demonstrar o acerto da estratégia adotada. Como perspectiva projetamos que a consolidação da instituição Museu poderá abarcar e compor um acervo que aponte para um panorama dos signos e principais manifestações da identidade e da diversidade cultural brasileira.

O passo inicial foi a pesquisa e o mapeamento cultural, seguindo-se visitas a diversos ateliês, de artistas residentes na cidade e região metropolitana de São Paulo e algumas cidades do litoral sul, como Praia Grande. A viagem ao interior de Pernambuco e do Ceará foi resultado destes levantamentos iniciais, que apontaram lá estar o mais significativo núcleo da xilogravura nacional.

Na época da constituição do acervo também foi consolidada a equipe do Museu, que neste momento é constituída por Ricardo Amadasi e Igor Stepanenko. Os dois iniciaram e têm acompanhado todo o processo. O acervo do MAP vem recebendo inúmeros elogios, em particular dos próprios artistas que vêem nesta iniciativa a constituição de um espaço para além de exposições, um local de troca de referências e de encontro com a pluralidade da rica expressão popular brasileira.

Sabemos, no entanto, que a formação do acervo é apenas um dos caminhos que teremos de percorrer, e nos ajuda a visualizar o grande painel da diversidade plástica e imagética do universo popular; é uma abertura de diálogo com a memória cultural brasileira.

A proximidade com os artistas, resultante deste processo, possibilitou vários apoios e solidariedade, entre os quais destaca-se o recebido de Waldomiro de Deus, que ajudou a divulgar e articular aquisições e doações para o MAP.

A logomarca do MAP nasceu de uma escolha simbólica, e foi criada a partir da xilogravura “Quero ver minha mãe” (trabalho premiado em 1º lugar na Mostra de Artes de Diadema 2006), de Jeronimo Soares (artista popular nascido na Paraíba em 1935 e residente em Diadema há mais de 30 anos). O artista colabora com o MAP desde o início e doou os Direitos Autorais da Imagem, além de entalhar em madeira os caracteres das letras que iriam compor a logomarca.

 

 

 

 

 

 

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